segunda-feira, 25 de abril de 2016

Histórico - Surgimento e Evolução do Setor





             Desde o início da história, o ser humano já fazia registros de atividades gravando símbolos, desenhos e palavras em pedras ou em metais, fazendo com que a comunicação gráfica dos registros não se extinguisse com o tempo.
            O papel tem como origem mais remota o papiro – planta nativa dos pântanos egípcios, que provavelmente começou a ser utilizada para gravações, três milênios antes de Cristo. 
Tal como é conhecido hoje, o papel remonta à China do século II. Sua invenção foi anunciada pelo oficial da corte Ts’ai Lun, no ano 150.        
            Os chineses usavam fibras de árvores e trapos de tecidos cozidos e esmagados para a fabricação de papel. A massa resultante era espalhada sobre uma peneira com moldura de bambu e um pano esticado e submetida ao sol para um processo natural de secagem.
            O segredo foi desvendado no ano 751, depois de um ataque, quando técnicos de uma fábrica de papel foram presos e levados para Bagdá, onde se começou a fabricar papel, também sem se revelar a técnica. Até que, no século XI, a novidade foi introduzida pelos árabes na Espanha e espalhou-se pelo Ocidente.
            Em 1440, Johannes Gutenberg inventou a imprensa, o que tornou os livros acessíveis ao grande público e que demandou quantidades maiores de papel. Durante boa parte de sua história, o papel foi fabricado à mão. Em meados do século XVII, os holandeses começaram a aplicar a força hidráulica para mover grandes pedras que, movidas umas contra as outras, melhor preparavam as fibras para a produção de papel. Chamados de “holandesas”, esses moinhos são utilizados até hoje.
            A primeira máquina para fazer papel foi inventada na França por Nicholas-Louis Robert em 1799. Pouco tempo depois, os irmãos Fourdrinier apresentaram o método de produção contínua de papel, aperfeiçoado na Inglaterra. Na segunda metade do século XIX, quando a madeira substituiu trapos na produção de papel, as máquinas “Fourdrinier” ganharam mudanças importantes.
            Os avanços na composição química do papel transformaram a sua fabricação, que ganhou escala industrial. As máquinas se modernizaram e atingiram alto grau de automação e produtividade.
            No Brasil, o papel começou a ser fabricado em 1809, no Rio de Janeiro. E chegou a São Paulo com o desenvolvimento industrial proporcionado pela vinda de imigrantes europeus para trabalhar na cultura do café. Em sua bagagem, eles trouxeram conhecimento sobre o processo de produção de papel.
            Hoje, passam a existir novas e interessantes alternativas para a fabricação de papel, integrando os aspectos químicos e os físicos da madeira. Existe uma inquestionável tendência, em plena evolução tecnológica, que consiste na produção de biocombustíveis e de fibras celulósicas para a fabricação de papel em uma mesma unidade de manufatura
            A indústria de celulose e papel, especialmente a brasileira, mostra grande vitalidade, ânsia e disposição de crescer. Vários estados brasileiros produzem diferentes tipos de papel: papelcartão, de embalagens, de imprimir e escrever, de imprensa e para fins sanitários, além dos especiais.






Fonte: 

BRACELPA. História. Disponível em:<http://bracelpa.org.br/bra2/?q=node/170>. Consultado em 05 de abr. 2016.

Dados Estatísticos - Ranking


            A tabela acima nos mostra que em 2012, o Brasil foi o 4º produtor mundial de celulose e o 9º produtor de papel e um dos quinze maiores mercados consumidores. Isso se deve a tecnologia no plantio, imenso maciço florestal, com elevado potencial de exploração econômica.
            

CELULOSE: Oligopólio Concentrado - pois a escala de produção é elevada.

PAPEL: Oligopólio Diferenciado - pois existem pequenos fabricantes de papel.



            De acordo com o gráfico acima, destaca-se que a concentração da indústria de celulose é maior do que a da indústria de papel por dois motivos:

1. São grandes as barreiras à entrada de novas empresas;

2. Existe uma forte tendência à diversificação (integração) vertical, onde a empresa assume o controle sobre diferentes etapas associdos à progressiva transformação de insumos em produtos finais.






Fontes: 



BRADESCO (Economia em Dia). Papel e Celulose. Disponível em:<http://www.economiaemdia.com.br/EconomiaEmDia/pdf/infset_papel_e_celulose.pdf>. Consultado em: 08 abr. 2016.


BRACELPA. Dados Estatísticos. Disponível em:<http://bracelpa.org.br/bra2/?q=node/34>. Consultado em: 08 abr. 2016.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

Grau de Concentração

 ANÁLISE DOS INDICADORES



            A estrutura do mercado de celulose e de papel no Brasil é determinada pelos índices CRk (razão de concentração) e  HHi (Hirschman-Herfindahl), os quais fornecem uma indicação de concorrência.
            Vamos considerar o índice de concentração CR4, o que reflete a participação das 4 maiores empresas deste mercado no Brasil, dadas as suas participações.





            
            Somando as participações, temos:  

           

            CR4 = 24,52+16,76+13,50+7,27 = 62,05



            Observa-se que as quatro maiores empresas detiveram 62,05% da produção da indústria de papel e celulose.



            Com relação ao índice HHi, o resultado é obtido quando se eleva cada participação de mercado ao quadrado, atribuindo desta forma um peso maior às empresas relativamente maiores. A variação do índice HH, mostra que:
  • Se HH = 1/n, o mercado é concorrencial
  • Se HH = 1, o mercado é monopolístico
Desta forma, HH = 0,1305, o que nos mostra que o setor de papel e celulose apresenta uma Estrutura Oligopolística.

Os níveis de competição e concorrência dentro de um mercado podem se alterar a partir de mudanças nos níveis de concentração. Alguns fatores que contribuem para o aumento do grau de concentração são:

a) o crescimento interno das firmas, que afeta e diferencia seu tamanho e sua participação no mercado;

b) fusões e outras formas de concentração de diferentes firmas em um forma de
propriedade comum, dado o desejo dos produtores em diminuir a concorrência entre firmas, aumentar os lucros ou realizar economias de escala;

c) a diminuição do mercado para um determinado bem, quando as firmas maiores estão mais aptas a sobreviver;

d) a formação de joint-ventures entre empresas independentes;

e) políticas governamentais - o Estado, muitas vezes, incentiva ou proíbe integração vertical entre firmas, fusões, formação de cartéis, seja através de leis ou por intermédio de políticas fiscais.

f) economias de escala - permitem às maiores firmas, em uma ou várias unidades fabris, produzir e comercializar produtos a custos médios inferiores aos das firmas de pequeno porte;

g) desenvolvimento tecnológico - pesquisa e inovação que resultem em novos ou diferenciados produtos economicamente viáveis;

h) crescimento do mercado. De modo geral este crescimento é influenciado por mudanças no tamanho ou na participação de um ou mais firmas de grande porte;

i) publicidade - esta pode ser um fator importante para o aumento ou consolidação de elevados níveis de concentração, principalmente nas indústrias de bens de consumo.





REGIÕES DE CONCENTRAÇÃO DAS INDÚSTRIAS NO BRASIL










            No território brasileiro a produção de papel e celulose está concentrada nas regiões Sul e Sudeste, onde se situa 90% dos fabricantes de papel e 86% das empresas produtoras de celulose. O estado da Bahia, único fora do eixo Sul-Sudeste, obtém uma produção representativa.






Fonte: 

ABEPRO. Índices de Concentração na Indústria de Papel e Celulose. Disponível em: <http://www.abepro.org.br/biblioteca/ENEGEP1998_ART158.pdf>. Arquivo consultado em: 08 abr 2016.

domingo, 17 de abril de 2016

Barreiras à Entrada



            As economias de escala que se verificam no setor, por sua vez, irão constituir urna importante barreira à entrada de novas empresas no setor, de forma que a maneira mais usual de se adentrar um novo mercado no setor é através de aquisições ou fusões com empresas já atuantes.
            A partir da discussão presente em Kupfer (2002), identifica-se como uma barreira à entrada presente no setor de papel e celulose a vantagem absoluta de custos para as empresas já estabelecidas, relacionado com o elevado porte de capital necessário para a operação neste mercado e também pelo período de maturação do investimento que, no caso das reservas florestais, para o eucalipto é de 7 anos e para o pinus, 30 anos (Zaeyen,1986).

“O setor apresenta fortes barreiras à entrada de novos competidores, em virtude da necessidade de altos investimentos e de uma área de ponta em pesquisa e desenvolvimento, especialmente florestal, ligada à melhoria genética por meio de seleção de espécies. Adicionalmente, geradas por órgãos reguladores, existem no setor fortes exigências ambientais de alta capacitação técnica para gestão ambiental.” (OUCHI)

àINVESTIMENTOS

àPESQUISA E TECNOLOGIA DE PONTA                        


à CAPACITAÇÃO TÉCNICA AMBIENTAL                                                         

à GESTÃO AMBIENTAL COM ÓRGÃOS REGULADORES








Fonte: 

SLIDES. Papel e Celulose. Disponível em <http://pt.slideshare.net/BrunoNespoliDamasceno/pulp-and-paper-industry-analysis-8217801>. Consultado em: 08 abr 2016.

sábado, 16 de abril de 2016

Diferenciação de Produto e Grau de Diversificação

As condições necessárias à competitividade de qualquer empresa do setor de celulose e papel são: equipamentos atualizados, economias de escala, acesso a capitais de longo prazo, produtos/processos compatíveis com os padrões estabelecidos de qualidade e de proteção ambiental e capacitação gerencial e produtiva para condução das cada vez mais complexas engenharias financeiras e comerciais. Referindo-se ao setor de papel e celulose, o BNDES (2009, p.11), afirma que: "[...]A capacidade de criar produtos diferenciados aliada a relações comerciais estáveis baseadas em qualidade e assistência técnica são hoje a chave para o sucesso na competição deste setor[...]". Complementarmente, tal instituição desvela que, a principal vantagem competitiva do Brasil é a sua tecnologia florestal.
  "Com relação a diferenciação do produto, as empresas vem tentando responder as questões ambientais por meio de obtenção de certificados de aceitação internacional, baseadas num manejo florestal adequado e na utilização de processos de branqueamento da celulose que não utilizam o gás cloro (cloro elementar). Além disso, as empresas diferenciam seu produto pela qualidade e prestação de serviços de assistência técnica e buscam a redução dos custos para a celulose entregue ao cliente" (HILGEMBERG, 2000; ABREU, 2008).
          A diferenciação de produto é uma fonte clássica de barreiras à entrada. Embora a variedade de tipos de papéis seja grande, quase todos estão estabelecidos no mercado há bastante tempo e têm tecnologia de fabricação razoavelmente difundida. De toda maneira,a fixação de marca é relevante naqueles segmentos que produzem bens de consumo: papéis sanitários e o cut-size em papéis de I&E. Quando o produto tem uso intermediário, ganha nitidamente importância o atendimento às especificações técnicas, que se têm tornado cada vez mais rígidas por conta da maior automação das gráficas, e o serviço pós-venda. Nada disso, porém, implica perder de vista a caracterização das pastas de madeira e da maioria dos produtos de papel como bens que, dentro de cada classe de especificação, são essencialmente homogêneos. 
        No Brasil, os segmentos de papéis são classificados em papéis de embalagem, papéis de imprimir e escrever, papel cartão, papéis para fins sanitários, papel imprensa e papéis especiais. A evolução e estrutura da indústria podem ser diferentes por segmento de produto. 




Disponível em: < http://pt.slideshare.net/BrunoNespoliDamasceno/pulp-and-paper-industry-analysis-8217801>. Arquivo consultado em: 08 abr 2016.

PINHO, Marcelo; M. AVELLAR, Ana Paula. ECONOMIAS DE ESCALA, BARREIRAS À ENTRADA E CONCENTRAÇÃO NA INDÚSTRIA DE CELULOSE E PAPEL. XXII. Encontro Nacional de Engenharia de Produção (ENEGEP), Curitiba – PR, 23 a 25 de outubro de 2002.

O SETOR DE PAPEL E CELULOSE NO BRASIL E NO MUNDO. Disponível em < http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/export/sites/default/bndes_pt/Galerias/Arquivos/conhecimento/relato/rel52b.pdf >.

André Luís da Silva Leite, M.Sc ; Edvaldo Alves de Santana, Dr. ÍNDICES DE CONCENTRAÇÃO NA INDÚSTRIA DE PAPEL E CELULOSE. Disponível em < http://www.abepro.org.br/biblioteca/ENEGEP1998_ART158.pdf >.



Luís Carlos Carrazza ; Carlos José Caetano Bacha. EVOLUÇÃO E ESTRUTURA DA INDÚSTRIA DE PAPÉIS NO BRASIL: PERÍODO DE 1965 A 2002. Disponível em < http://www.sober.org.br/palestra/12/04O245.pdf >.


COSTA, FLAVIANO; MELLO GARCIAS, PAULO. CONCENTRAÇÃO DE MERCADO E DESEMPENHO DAS INDÚSTRIAS BRASILEIRAS DE PAPEL E CELULOSE - RECORRENDO À MODELAGEM DE FLEURIET PARA ANALISAR O PARADIGMA ECD. Revista de Contabilidade e Organizações, vol. 3, núm. 6, mayo-agosto, 2009, pp. 143-163. Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil. Disponível em <http://www.redalyc.org/pdf/2352/235216393008.pdf>

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Determinação de Preços

           

             Apesar da indústria de papel caracterizar-se como um oligopólio (havendo monopólio na produção de papel imprensa), o poder de mercado das empresas em fixar preços pode ser limitado pela abertura comercial do país. Esse é o caso, por exemplo, do papel imprensa. Uma única empresa produz [Norske Skog Pisa], atualmente, esse tipo de papel no Brasil, atendendo metade da demanda nacional. O restante é importado, sem tarifas. Isso inibi qualquer atitude unilateral de elevação de preço por parte da produtora de papel imprensa no Brasil.
            Os preços da celulose nas diferentes empresas do setor são muito próximos um do outro, acredita-se que não existe concorrência via preços entre as empresas do setor de celulose e papel. O esforço é concentrado em diferenciar o produto em relação aos concorrentes no sentido de desenvolver novos processos de fabricação que dão a celulose características diferentes, existe também uma adequação dos produtos aos vários mercados, ou seja, as empresas não demonstram interesse em procurar mercados menos exigentes.






Fontes:

SLIDES. Análise Industrial: Papel e Celulose. Disponível em: <http://pt.slideshare.net/BrunoNespoliDamasceno/pulp-and-paper-industry-analysis-8217801>. Arquivo consultado em: 08 Abr. 2016.

Luís Carlos Carrazza ; Carlos José Caetano Bacha. EVOLUÇÃO E ESTRUTURA DA INDÚSTRIA DE PAPÉIS NO BRASIL: PERÍODO DE 1965 A 2002. Disponível em: <http://www.sober.org.br/palestra/12/04O245.pdf >. Consultado em 08. abr. 2016.

COSTA, FLAVIANO; MELLO GARCIAS, PAULO. CONCENTRAÇÃO DE MERCADO E DESEMPENHO DAS INDÚSTRIAS BRASILEIRAS DE PAPEL E CELULOSE - RECORRENDO À MODELAGEM DE FLEURIET PARA ANALISAR O PARADIGMA ECD. Revista de Contabilidade e Organizações, vol. 3, núm. 6, mayo-agosto, 2009, pp. 143-163. Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil. Disponível em:<http://www.redalyc.org/pdf/2352/235216393008.pdf>. Consultado em: 06 Abr. 2016.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Pesquisa e Desenvolvimento / Inovação

Forças de mercado e o aumento de exigências reguladoras dificultam mais do que nunca a lucratividade das operações de produção e conversão de papel e celulose. Devido ao aumento dos custos dos insumos e das matérias-primas faz com que as indústrias desse setor necessitem de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) para aumentar a produção, reduzir o gasto de capital, reduzir custos de manutenção com as máquinas, diminuir o consumo de energia; entre outros fatores que auxiliam a redução dos custos e consequentemente no aumento dos lucros das empresas. 
         Atualmente as indústrias brasileiras ainda se observam nos processos produtivos adotados nos últimos anos, nos quais o consumo de água e de energia é sustentável, e geram autossuficiência energética e investimentos em reutilização da água através de tratamento de efluentes. Mais de 65% de toda energia consumida pelo setor é auto gerada no processo de produção de celulose, por meio da queima de licor negro, produzindo vapor. As companhias atuantes no Brasil passaram a valorizar mais o licor negro (resíduo resultante do processo de separação da pasta celulósica), que aos poucos substituiu o óleo combustível na geração termoelétrica do setor
         Uma das inovações que as indústrias de papel e celulose podem fazer é variar de rolamentos e retentores especiais das suas máquinas, tecnologias de monitoramento e ferramentas de manutenção. Diminuindo os custos operacionais, aumentando o tempo de operação e eficiência das máquinas e melhorando a qualidade do papel.
          Pesquisas em desenvolvimento no Brasil e em outros países (que ainda estão em pauta, entretanto necessárias para implementar novas ideias em escala industrial) demonstram o quão importante é aproveitar outros subprodutos extraídos da própria floresta, além da fibra de celulose, capazes de incrementar a produção do papel, fazendo surgir, por exemplo, embalagens mais leves e resistentes, dentro de um processo permanentemente sustentável.



Fonte: 


GEOFLORESTAL. Disponível em: <http://geoflorestal.com/index.php?option=com_content&view=article&id=11:a-inovacao-e-a-criatividade-no-setor-de-celulose-e-papel&catid=2:noticias&Itemid=13>. Consultado em 11 de Abr. 2016. 


SKF. Disponivel em : <http://www.skf.com/binary/tcm:45-124732/6763_PT-BR_Pulp_and_paper.pdf>. Consultado em 11 de Abr. 2016.


BRADESCO ECONOMIA EM DIA. Disponível em: <http://www.economiaemdia.com.br/EconomiaEmDia/pdf/infset_papel_e_celulose.pdf>. Consultado em 11 de Abr. 2016.

terça-feira, 12 de abril de 2016

Lucratividade

       O setor de papel e celulose possui grande vantagem em relação aos demais paises por possuir o menor custo de produção do mundo:

- Clima favorável;
- Utilização de biotecnologia e de engenharia genética, que favorecem a produtividade brasileira - a produção de um milhão de tonelada de celulose no Brasil requer apenas 100 mil hectares de madeira, enquanto que na Escandinávia são necessários 720 mil hectares e na Península Ibérica 300 mil;
- O eucalipto leva 7 anos para crescer, enquanto o Pinus leva em média de 15 a 20 anos;
- O custo da madeira (eucalipto)  no Brasil gira em torno de US$ 235 por tonelada, enquanto nos Estados Unidos chega a US$ 420 e na China US$ 498 por tonelada;
- A tecnologia de clonagem de mudas foi totalmente desenvolvida no Brasil, pelas empresas do setor, a Embrapa e universidades,
- Excelente logística, com as florestas próximas as industrias, que também são próximas dos terminais privativos de exportação.



          Com essa grande vantagem na produção, a indústria de papel e celulose possui grande importância na pauta das exportações brasileiras. Nos últimos anos, o setor intensificou as operações de comercio exterior, conquistou novos mercados e mais que dobrou a receita de exportações, mantendo um saldo comercial positivo. Portanto o segmento de papel e celulose é dependente as exportações de celulose e do consumo interno de papel.


            Utilizando o indicador de exportações, concluímos que a lucratividade do setor de Papel e Celulose, está relacionada, principalmente, com a variação cambial, pelo fato de ser um grande exportador do produto.




PRODUTOS (matéria-prima)


Fibra Curta (Eucaliptus) - mais rígida, dura de menos resistência. Utilizada na fabricação de papel para impressão e escrever, papéis higiênicos (tissue).

Fibra Longa (Pinus) - mais mole de maior resistência. Utilizada na fabricação de embalagens.












Fonte: 

BRACELPA. Disponível em: <http://bracelpa.org.br/bra2/?q=node/142>;
<http://pt.slideshare.net/BrunoNespoliDamasceno/pulp-and-paper-industry-analysis-8217801>. Consultado em 11 de Abr. 2016.

BRADESCO ECONOMIA EM DIA. Disponível em: <http://www.economiaemdia.com.br/EconomiaEmDia/pdf/infset_papel_e_celulose.pdf>. Consultado em 11 de Abr. 2016.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Padrão de Concorrência

     



       O segmento de celulose é bastante concentrado, pois a escala de produção é elevada, sendo intensiva em capital já o segmento de papel é mais pulverizado, pois existem pequenos fabricantes de papel. Mas de maneira geral, podemos caracterizar o mercado de Papel e Celulose como Oligopólio Concentrado, tendo em vista que o mercado é bastante concentrado pois apresenta fortes barreiras à entrada de novos competidores, em virtude da alta necessidade de investimentos e de uma área de ponta em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e exige a regulamentação ambiental. O produto é homogêneo, afinal não existe produto que substitua perfeitamente todas as utilidades do papel; as empresas vão diferenciar seus produtos com qualidade e prestação de serviços. Não existe uma grande diferença de preços praticados pelas firmas, os preços são muitos próximos um dos outros. E as empresas operam com escalas de produção adequadas e são integradas verticalmente as florestas.












Fonte: <http://pt.slideshare.net/BrunoNespoliDamasceno/pulp-and-paper-industry-analysis-8217801>. Consultado em 11 de Abr. 2016.
<https://repositorio.ufsc.br/bitstream/handle/123456789/77716/142446.pdf?sequence=1>. Consultado em 11 de Abr. 2016.
<http://www.economiaemdia.com.br/EconomiaEmDia/pdf/infset_papel_e_celulose.pdf>. Consultado em 11 de Abr. 2016.

domingo, 10 de abril de 2016

Fusões e Aquisições

O QUE SÃO FUSÕES?


Operação onde duas ou mais indústrias se unem.




E POR QUÊ ACONTECEM AS FUSÕES?

  • Firmas Adquiridas - Iminência de falência, obrigações tributárias ou outras acima de suas condições de pagamentos, desvantagens técnicas relacionadas ao pequeno porte, ou desvantagens administrativas pelo fato de serem muito grandes para serem comandadas por uma só pessoa.
  • Firmas Adquirentes - Possibilidades de obter ou ampliar as economias de escala, possibilidade de crescimento com maior velocidade e segurança, possibilidade de dominação de mercado.


    Em Resumo: A fusão representa uma oportunidade de estratégia ou uma solução financeira.



FUSÃO HORIZONTAL


Fusão de duas empresas que produzem o mesmo produto no mercado, esta é a que ocorre no caso de indústrias de papel e celulose.
Objetivo: Obter economias de escala e escopo; Elevação do market share*; Penetrar rapidamente em novas regiões.

*market share: verifica como a fusão/aquisição interferiu na participação de mercado das empresas analizadas.




FUSÕES REALIZADAS ENTRE EMPRESAS BRASILEIRAS















Fonte:

IV JOPEC. Fusão da Perdigão e Sadia. Disponível em: <http://www.fahor.com.br/publicacoes/jopec/2013/Fusao_da_Perdigao_.pdf>. Consultado em: 06 abr. 2016.

SLIDES. Análise Industrial: Papel e Celulose. Disponível em: <http://pt.slideshare.net/BrunoNespoliDamasceno/pulp-and-paper-industry-analysis-8217801>. Consultado em: 06 abr. 2016.


Curiosidades: Vídeos e Publicações

Aqui você pode visualizar os vídeos e notícias a respeito da Indústria de Papel e Celulose!

Com esses vídeos você vai entender de maneira mais fácil como a celulose é extraída até a fabricação de papel.


Vídeo 1 - O Processo de Produção da Celulose.



Vídeo 2 - Como Se Faz Papel?






Publicações

Livro: A História da Indústria de Celulose e Papel no Brasil - lançado pela ABTCP, conta histórias sobre o setor papeleiro, onde é traçada uma linha cronológica da evolução do papel no Brasil desde a época do império.





Revista: O Papel - lançada pela ABTCP (Associação Brasileira Técnica de Celulose e Papel), é uma revista de setor de base florestal com foco em papel e celulose.




Outras publicações de Livros:
- A História do Papel Artesanal no Brasil;
- Papel, Emoção e História.

sábado, 9 de abril de 2016

Informações Importantes - Reportagens

Reportagens


Para ter acesso a essas notícias clique no link... Elas servirão para aprendizagem e conhecimento pessoal.



  • Setor Papel e Celulose: é possível imaginar um mundo sem papel?




  • Reajuste de 24% do papel terá impacto “significativo” nos livros.
Disponível em: <http://www.valor.com.br/empresas/4450660/reajuste-de-24-do-papel-tera-impacto-significativo-nos-livros>. Consultado em: 23 abr. 2016.




  • Brasil terá a maior fábrica de produção de celulose  do mundo, em 2017.
Disponível em:<http://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/economia/2015/10/30/internas_economia,504581/brasil-tera-a-maior-fabrica-de-producao-de-celulose-do-mundo-em-2017.shtml>. Consultado em 23 abr. 2016.




  • A Klabin é a 1ª colocada do segmento de papel e celulose no Ranking Brasil 2015 de empresas com as melhores reputações da BM&FBovespa.

Disponível em: <http://tissueonline.com.br/a-klabin-e-a-primeira-colocada-do-segmento-de-papel-e-celulose-no-ranking-brasil-2015-de-empresas-com-as-melhores-reputacoes-da-bmfbovespa/>. Consultado em: 23 abr. 2016.




  • Fusão de Fibria com Suzano volta à cena
Disponível em: <http://tissueonline.com.br/fusao-de-fibria-com-suzano-volta-a-cena/>. Consultado em: 23 abr. 2016.