As
condições necessárias à competitividade de qualquer empresa do setor de
celulose e papel são: equipamentos atualizados, economias de escala, acesso a
capitais de longo prazo, produtos/processos compatíveis com os padrões
estabelecidos de qualidade e de proteção ambiental e capacitação gerencial e
produtiva para condução das cada vez mais complexas engenharias financeiras e
comerciais. Referindo-se ao setor de papel e celulose, o BNDES (2009, p.11), afirma que: "[...]A capacidade de criar produtos diferenciados aliada a relações
comerciais estáveis baseadas em qualidade e assistência técnica são hoje a
chave para o sucesso na competição deste setor[...]". Complementarmente, tal instituição desvela que, a
principal vantagem competitiva do Brasil é a sua tecnologia florestal.
"Com relação a
diferenciação do produto, as empresas vem tentando responder as questões
ambientais por meio de obtenção de certificados de aceitação internacional,
baseadas num manejo florestal adequado e na utilização de processos de
branqueamento da celulose que não utilizam o gás cloro (cloro elementar). Além
disso, as empresas diferenciam seu produto pela qualidade e prestação de
serviços de assistência técnica e buscam a redução dos custos para a celulose
entregue ao cliente" (HILGEMBERG, 2000; ABREU, 2008).
A diferenciação de produto é uma fonte
clássica de barreiras à entrada. Embora a variedade de tipos de papéis seja
grande, quase todos estão estabelecidos no mercado há bastante tempo e têm
tecnologia de fabricação razoavelmente difundida. De toda maneira,a fixação de
marca é relevante naqueles segmentos que produzem bens de consumo: papéis
sanitários e o cut-size em papéis de I&E. Quando o produto tem uso
intermediário, ganha nitidamente importância o atendimento às especificações
técnicas, que se têm tornado cada vez mais rígidas por conta da maior automação
das gráficas, e o serviço pós-venda. Nada disso, porém, implica perder de vista
a caracterização das pastas de madeira e da maioria dos produtos de papel como
bens que, dentro de cada classe de especificação, são essencialmente
homogêneos.
No Brasil, os segmentos de
papéis são classificados em papéis de embalagem, papéis de imprimir e escrever, papel
cartão, papéis para fins sanitários, papel imprensa e papéis especiais. A evolução e estrutura
da indústria podem ser diferentes por segmento de produto.
No Brasil, os segmentos de
papéis são classificados em papéis de embalagem, papéis de imprimir e escrever, papel
cartão, papéis para fins sanitários, papel imprensa e papéis especiais. A evolução e estrutura
da indústria podem ser diferentes por segmento de produto.
Disponível em: <
http://pt.slideshare.net/BrunoNespoliDamasceno/pulp-and-paper-industry-analysis-8217801>. Arquivo consultado em: 08 abr 2016.
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COSTA, FLAVIANO; MELLO GARCIAS, PAULO. CONCENTRAÇÃO DE MERCADO E DESEMPENHO DAS INDÚSTRIAS BRASILEIRAS DE PAPEL E CELULOSE - RECORRENDO À MODELAGEM DE FLEURIET PARA ANALISAR O PARADIGMA ECD. Revista de Contabilidade e Organizações, vol. 3, núm. 6, mayo-agosto, 2009, pp. 143-163. Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil. Disponível em <http://www.redalyc.org/pdf/2352/235216393008.pdf>
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