sábado, 16 de abril de 2016

Diferenciação de Produto e Grau de Diversificação

As condições necessárias à competitividade de qualquer empresa do setor de celulose e papel são: equipamentos atualizados, economias de escala, acesso a capitais de longo prazo, produtos/processos compatíveis com os padrões estabelecidos de qualidade e de proteção ambiental e capacitação gerencial e produtiva para condução das cada vez mais complexas engenharias financeiras e comerciais. Referindo-se ao setor de papel e celulose, o BNDES (2009, p.11), afirma que: "[...]A capacidade de criar produtos diferenciados aliada a relações comerciais estáveis baseadas em qualidade e assistência técnica são hoje a chave para o sucesso na competição deste setor[...]". Complementarmente, tal instituição desvela que, a principal vantagem competitiva do Brasil é a sua tecnologia florestal.
  "Com relação a diferenciação do produto, as empresas vem tentando responder as questões ambientais por meio de obtenção de certificados de aceitação internacional, baseadas num manejo florestal adequado e na utilização de processos de branqueamento da celulose que não utilizam o gás cloro (cloro elementar). Além disso, as empresas diferenciam seu produto pela qualidade e prestação de serviços de assistência técnica e buscam a redução dos custos para a celulose entregue ao cliente" (HILGEMBERG, 2000; ABREU, 2008).
          A diferenciação de produto é uma fonte clássica de barreiras à entrada. Embora a variedade de tipos de papéis seja grande, quase todos estão estabelecidos no mercado há bastante tempo e têm tecnologia de fabricação razoavelmente difundida. De toda maneira,a fixação de marca é relevante naqueles segmentos que produzem bens de consumo: papéis sanitários e o cut-size em papéis de I&E. Quando o produto tem uso intermediário, ganha nitidamente importância o atendimento às especificações técnicas, que se têm tornado cada vez mais rígidas por conta da maior automação das gráficas, e o serviço pós-venda. Nada disso, porém, implica perder de vista a caracterização das pastas de madeira e da maioria dos produtos de papel como bens que, dentro de cada classe de especificação, são essencialmente homogêneos. 
        No Brasil, os segmentos de papéis são classificados em papéis de embalagem, papéis de imprimir e escrever, papel cartão, papéis para fins sanitários, papel imprensa e papéis especiais. A evolução e estrutura da indústria podem ser diferentes por segmento de produto. 




Disponível em: < http://pt.slideshare.net/BrunoNespoliDamasceno/pulp-and-paper-industry-analysis-8217801>. Arquivo consultado em: 08 abr 2016.

PINHO, Marcelo; M. AVELLAR, Ana Paula. ECONOMIAS DE ESCALA, BARREIRAS À ENTRADA E CONCENTRAÇÃO NA INDÚSTRIA DE CELULOSE E PAPEL. XXII. Encontro Nacional de Engenharia de Produção (ENEGEP), Curitiba – PR, 23 a 25 de outubro de 2002.

O SETOR DE PAPEL E CELULOSE NO BRASIL E NO MUNDO. Disponível em < http://www.bndes.gov.br/SiteBNDES/export/sites/default/bndes_pt/Galerias/Arquivos/conhecimento/relato/rel52b.pdf >.

André Luís da Silva Leite, M.Sc ; Edvaldo Alves de Santana, Dr. ÍNDICES DE CONCENTRAÇÃO NA INDÚSTRIA DE PAPEL E CELULOSE. Disponível em < http://www.abepro.org.br/biblioteca/ENEGEP1998_ART158.pdf >.



Luís Carlos Carrazza ; Carlos José Caetano Bacha. EVOLUÇÃO E ESTRUTURA DA INDÚSTRIA DE PAPÉIS NO BRASIL: PERÍODO DE 1965 A 2002. Disponível em < http://www.sober.org.br/palestra/12/04O245.pdf >.


COSTA, FLAVIANO; MELLO GARCIAS, PAULO. CONCENTRAÇÃO DE MERCADO E DESEMPENHO DAS INDÚSTRIAS BRASILEIRAS DE PAPEL E CELULOSE - RECORRENDO À MODELAGEM DE FLEURIET PARA ANALISAR O PARADIGMA ECD. Revista de Contabilidade e Organizações, vol. 3, núm. 6, mayo-agosto, 2009, pp. 143-163. Universidade de São Paulo, São Paulo, Brasil. Disponível em <http://www.redalyc.org/pdf/2352/235216393008.pdf>

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